domingo, 8 de abril de 2007

Stop The Boat

Ao acordar, sinto meu coração disparado, minha visão praticamente sem foco - acho q sei como aquele cara com apenas 20% da visão enxerga – tudo tão escuro e silencioso, me faz entrar em um pânico desesperador. Com muito esforço consigo olhar o relógio, e apesar d tudo, meu raciocínio está bom, fazia apenas 1h q eu deitei pra dormir. Então penso “calma... volte a dormir” por um instante a razão volta e eu me acalmo, deito novamente e quando encosto o pânico reaparece, com uma pressão no peito e um choro entalado. Bruscamente, como q instinto, eu levanto, eu ligo a tela do computador, eu acedo a luz e saiu do quarto, penso “telefone” e o caminho até ele foi completamente cambaliante, então percebi q não havia equilíbrio nenhum, minha cabeça pesava, como c houvesse uma tempestade em meio ao deserto dentro dela... acho q ainda sinto o vento forte pos tempestade, ou talvez seria o silencio após o caos, tentando expandir meu crânio... ou apenas uma dor de cabeça sem sentido.

Com o telefone na mão, trancada no quarto... já não consigo mais pensar em nada, entendo q meu desespero era q eu precisava de algum contato humano, mas olhando o telefone na mão já não fazia mais sentido... eu deixe cair... o telefone e a realidade. Agora não era só a minha visão que estava desfocada. EU estava desfocada. Perdida em meio ao desespero. Mas não posso deixar isso tomar conta, não posso, não posso mesmo. Seria o fim, não saberia até onde meu coração aceleraria, até onde iria a dor de cabeça, quantos kilos teria a pressão sobre meu peito... minha língua adormece, minhas mãos, meus pés tb... Começando pelas extremidades, começo a me sentir leve ao ponto de poder flutuar e pesada ao ponto de perder o controle sobre mim. Penso “calma. Mantenha-se calma” “eu preciso de uma dose de realidade, até q todo o meu organismo esqueça do q está acontecendo, e tire a concentração disso” “eu preciso de um contato humano, eu preciso de palavras, fonéticas da língua portuguesa q me façam, automaticamente, voltar” Eu pensei todas essas frases em um só segundo, simultaneamente, cada uma com um tom de voz e expressões diferentes. Admito que ao perceber isso, me senti mais fora de tudo... mas ignorei.
Obtive contato, o lance automático funcionou, apesar da força absurda para não responder “não estou bem, alias não sei se eu é q não estou bem, ou se envolta de mim não está bem” mas sempre lembrado, tocar no assunto só irá piorar.

Mas após o contato, tudo voltou, menos intenso, mas voltou. E assim me encontro, tentano descrever o mais explícito possível, meu estado de desespero!