Stop The Boat
Ao acordar, sinto meu coração disparado, minha visão praticamente sem foco - acho q sei como aquele cara com apenas 20% da visão enxerga – tudo tão escuro e silencioso, me faz entrar em um pânico desesperador. Com muito esforço consigo olhar o relógio, e apesar d tudo, meu raciocínio está bom, fazia apenas 1h q eu deitei pra dormir. Então penso “calma... volte a dormir” por um instante a razão volta e eu me acalmo, deito novamente e quando encosto o pânico reaparece, com uma pressão no peito e um choro entalado. Bruscamente, como q instinto, eu levanto, eu ligo a tela do computador, eu acedo a luz e saiu do quarto, penso “telefone” e o caminho até ele foi completamente cambaliante, então percebi q não havia equilíbrio nenhum, minha cabeça pesava, como c houvesse uma tempestade em meio ao deserto dentro dela... acho q ainda sinto o vento forte pos tempestade, ou talvez seria o silencio após o caos, tentando expandir meu crânio... ou apenas uma dor de cabeça sem sentido.
Com o telefone na mão, trancada no quarto... já não consigo mais pensar em nada, entendo q meu desespero era q eu precisava de algum contato humano, mas olhando o telefone na mão já não fazia mais sentido... eu deixe cair... o telefone e a realidade. Agora não era só a minha visão que estava desfocada. EU estava desfocada. Perdida em meio ao desespero. Mas não posso deixar isso tomar conta, não posso, não posso mesmo. Seria o fim, não saberia até onde meu coração aceleraria, até onde iria a dor de cabeça, quantos kilos teria a pressão sobre meu peito... minha língua adormece, minhas mãos, meus pés tb... Começando pelas extremidades, começo a me sentir leve ao ponto de poder flutuar e pesada ao ponto de perder o controle sobre mim. Penso “calma. Mantenha-se calma” “eu preciso de uma dose de realidade, até q todo o meu organismo esqueça do q está acontecendo, e tire a concentração disso” “eu preciso de um contato humano, eu preciso de palavras, fonéticas da língua portuguesa q me façam, automaticamente, voltar” Eu pensei todas essas frases em um só segundo, simultaneamente, cada uma com um tom de voz e expressões diferentes. Admito que ao perceber isso, me senti mais fora de tudo... mas ignorei.
Obtive contato, o lance automático funcionou, apesar da força absurda para não responder “não estou bem, alias não sei se eu é q não estou bem, ou se envolta de mim não está bem” mas sempre lembrado, tocar no assunto só irá piorar.
Mas após o contato, tudo voltou, menos intenso, mas voltou. E assim me encontro, tentano descrever o mais explícito possível, meu estado de desespero!
2 comentários:
eu fico pensando que uma hora isso vai fugir do controle. e me preocupa.
já que você prefere ignorar, por que não procura uma forma mais eficiente? algo que realmente resolva, nem que seja forçado.
tudo bem ter uma condição, um estado de ser... mas a partir do momento que te impede de "progredir", deve ser mudado.
ao menos tenta.
deve ser difícil, mas aposto que impossível não é.
ai, sei lá...
talvez nem esteja falando do mesmo que você.
se cuida, só isso.
eu fico pensando que uma hora isso vai fugir do controle. e me preocupa.
já que você prefere ignorar, por que não procura uma forma mais eficiente? algo que realmente resolva, nem que seja forçado.
tudo bem ter uma condição, um estado de ser... mas a partir do momento que te impede de "progredir", deve ser mudado.
ao menos tenta.
deve ser difícil, mas aposto que impossível não é.
ai, sei lá...
talvez nem esteja falando do mesmo que você.
se cuida, só isso.
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