os corredores internos... as vezes penso "uma galeria... só eu posso ver", então penso "formas de projeta-la"
Outrora em que o barco encontrava-se perturbado, por colisões de percurso, tanto externo quanto interno, estava ao lado de quem jamais iria reclamar do estado em que tudo se encontrava. Porem a medida em que o filho que ali permanecia, foi se juntando aos leves e turvos batimentos sonoros produzidos pelas ondas, o tempo foi diluindo, o ar foi ficando parado e não sabemos se foi a fusão hipnótica do filho com o som ou se foi o próprio ar denso que nos manteve preso ao contínuo congelamento físico.
Inevitável... Ficamos imóveis, presos a imagem da desfragmentação de um ser, mantidos pela condensação do som, sem forças ou vontade de reação. Quem se encontrava ao lado e não reclamava... então reclamou, e então partiu. E o que nos mantem ali ainda não é descritivo e nem rastreável... mesmo a dor da perda não chega atingir os pontos vitais, pois a imagem e o som caótico não nos deixa desfocar nossos sentidos... estão todos voltados. Ao caos do silêncio. Uma estabilidade que não encaixa. Um permanecer sem saber. Um querer logo esquecido. E até pouco tempo eu queria tanto...
quarta-feira, 20 de junho de 2007
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